Era de se esperar que Josh estivesse com raiva de mim, sua ingrata irmã mais nova.
-Você não parece, você está mal, Joshua! -Eu não aguentei e derramei todas as lágrimas que comprimi por longos dois anos. -Você não vê que está se matando? E que me mata ao me obrigar a vê-lo assim e não poder lhe ajudar?
-Você não tem o direito de se meter na minha vida! Não tem o direito de me forçar à ficar nesta clínica!- Ele gritava feito um louco.
Josh não aceita ajuda, ou melhor, não queria a minha ajuda. Por que eu não internei antes que o vício piorasse? Por que fui burra e não controlei a situação? Por que permiti que ele me apontasse uma arma?
Deus! A que ponto eu cheguei para não fazê-l sofrer como está sofrendo!
-Você age como se soubesse o que eu quero! Quem é você? Onde está a irmã que eu criei? - Ele gritava, jogava objetos contra as paredes e quebrava móveis.
-Eu sou a sua salvação!
-Não, minha salvação tem outro nome. O nome dela é crack!
-Podem aplicar a medicação! -Eu disse aos enfermeiros, que seguraram Josh, que se debatia. Antes de adormecer, eu pude ouvir Josh sussurrar:
-Obrigado, minha pequena.
Por: Fernanda Santos
13/12/2010