Arthur Miller estava cruzando o Atlântico em direção a uma nova vida. Embora estivesse habituado à mudanças de endereço, nunca havia se mudado para um lugar tão longe de sua queria cidade, Manchester, e isso o deixava apavorado. Não poderia simplesmente pegar o primeiro trem e ir em direção a Londres para ver sua namorada, Olive Grace; não poderia ver seus avós em Cambridge, sua cidade natal; não poderia ver os amigos que fizera em Liverpool, local onde ficou por mais tempo e, por último, não poderia mais fugir quando tudo desse errado.
Errado. Era exatamente assim que Arthur se sentia, errado. O mundo dá voltas e mais voltas, mas Arthur sente-se estático, imóvel, inútil.
Era dia quatro de março, aniversário de dezesseis anos de Arthur, e ele estava enfrentando um grave dilema a caminho de seu destino.