-David..?!
-Eu!
E eles se beijam novamente."
-Eu não aguento mais ver filmes românticos! -Isabel reclamava.
-Isso não tem haver com sua total falta de romantismo?- Disse Felícia, enquanto limpava as lágrimas que em seu rosto escorriam. -Esse filme é lindo, Isa. 'E se fosse verdade' é o filme nota 10 de hoje.
-Quando sairemos dos romances para as aventuras? Sabe que odeio coisas fofas e finais felizes...
-Eu não sei. Só sei que ainda temos 32 filmes de romance para ver E eu tenho que conquistar Paulo, o cara da locadora.
-Ai ai, Felícia... Você não muda mesmo! Aprenda a sair desse seu mundinho romântico!
-Concordo plenamente com a Isabel, Felícia. -Uma voz em constante mudança assustou Felícia e fez com que Isabel se arrepiasse por inteiro. Sim, era Thales.
-Calma, meninas. Por acaso viram fantasmas? -Disse em tom de ironia.
-Não, infelizmente vimos sua cara. -Isabel rebateu. -Embora não aja tanta diferença.
-Ah não, Isabel. Estou cheio disso! Você vem aqui pra fazer coisas de melhores amigas com minha irmã e eu sou obrigado à aturar você me mal-tratando?- Revoltado, Thales anda em direção à Isabel.
-Você começou, Thales! -A garota fala em tom alto, ficando em pé.
-Eu começei com o que? Acha que eu não sei que você é apaixonada por mim?
-Eu? Apaixonada por você? -Isabel apontava para si mesma e depois para o garoto, que já estava à sua frente.
-Quem mais seria? A Felícia?
Felícia, ainda sentada, olhava de um para o outro freneticamente.
-Olha aqui Thales, eu não tenho mais garganta pra ficar brigando com você não. Foram quinze anos, já chega! -Isabel sai chorando em direção à sua casa.
-Droga! - Thales senta com raiva no sofá, apoiando o rosto em suas mãos e os braços nos joelhos.
-Droga digo eu, Thales! Vai atrás dela, diz que você gosta dela antes que perca o pouco de sanidade que ainda lhe resta!
-Que? Eu não gosto dela!
-Ah não, eu que gosto! -Felícia diz ironicamente.
-Tá tão na cara assim?
-Na cara? Até que não. Eu só descobri isso no nosso aniversário de dezoito anos quando ela foi te abraçar você, cheirou o pescoço dela e ficou vermelho. E depois eu li um dos seus "cadernos do mal" onde você admitiu amá-la.
-VOCÊ O QUE?
-Nada, maninho. Nadica de nada...
-Eu vou atrás dela.
Isabel estava em casa, dentro de seu closet abraçada à uma caixa enorme cheia de corações.
-Por que eu não consegui te conquistar? Eu queria tanto que você entendesse essa minha paixão por você... Queria te mostrar essa caixa cheia de coisas que eu colecionei sobre você... Ah Thales, por que tinhamos que brigar tanto desde os três anos?
-Eu acho que tinhamos que brigar até o dia em que eu teria coragem o suficiente para me declarar.
-Como... Quando... -Isabel se embolou com as palavras. -O que está fazendo aqui?
-Eu... Eu vim recuperar quinze anos!
Sem esperar nem mais um segundo, Thales beija Isabel.
Felizes para sempre? Talvez, mas eu ainda não escrevi essa parte da história.
Fiim
Por: Fernanda Santos
17/03/2011
Sinto muito se encontrarem erros de ortografia. Não estou conseguindo corrigir nem pelo meu navegador de internet, nem pelo blogspot.
:*